Durante a abertura da Comissão Diretiva Plenária da Igreja Adventista do Sétimo Dia para oito países da América do Sul, testemunhos de uma fé viva foram destaque. Duas histórias que se cruzaram e, mesmo em meio às lutas e dores, a superação veio e trouxe junto a esperança de um novo começo. Resultando, assim, em batismos na noite desta sexta-feira (1º de maio).
Por consequência, esse recomeço firmado na esperança reforça a importância da identidade adventista entre os membros espalhados ao redor de todo o mundo. Dessa forma, os testemunhos ressaltam que independente do lugar, da distância ou dos meios, a Igreja Adventista se envolve na história das pessoas e busca transformar suas vidas através do amor de Cristo e do poder da Palavra de Deus.
Aldemir Marques Pantoja, circuleiro (profissional que opera serras circulares múltiplas ou similares em serrarias para o desdobramento de madeira), conheceu há anos a fé adventista. A vida aconteceu e algumas coisas ficaram para trás, junto ao passado, inclusive a igreja. Já Joquebete Pantoja Ferreira Marques, administradora de empresas, enfrentou a dor de três perdas. Com isso, se viu sozinha, sem direção ou esperança.

Uma troca inesperada
Durante uma viagem, Aldemir viveu um episódio inusitado que marcaria sua trajetória espiritual. Ele conheceu um senhor, conversaram e, na hora de cada um tomar seu caminho, malas trocadas. Ao abrir, o circuleiro encontrou uma Bíblia bilíngue (inglês e português) e o livro O Grande Conflito. Mesmo sem saber como estudar a Bíblia, passou a carregá-la consigo.
Em um dia comum, em frente a uma igreja de outra denominação, uma pessoa perguntou o que ele fazia ali. Sem hesitar, Aldemir respondeu: que estava esperando a igreja abrir. A pessoa explicou que demoraria horas e o convidou para uma programação da Igreja Adventista do Sétimo Dia.
A partir daquele momento, sua história com a denominação se estreitou cada vez mais e ele foi batizado. Porém, anos depois, acabou se afastando da igreja, mas não da fé. “Eu não deixei Cristo”, relembra.
Perdas e esperança
A história de Joquebete é marcada por um período de profundas perdas e momentos desafiadores durante dois anos seguidos. Neste espaço curto de tempo, ela perdeu o filho mais velho em um acidente de carro, logo depois seu netinho faleceu e, por último, seu marido à época.
Diante da dor e sem esperança, ela perdeu o sono. E foi justamente em uma dessas noites sem dormir que, ao ligar a televisão, encontrou o canal da Novo Tempo.
“Senti a presença de Deus em casa ao assistir aquela programação”, lembra Joquebete. A partir de então, ela passou a acompanhar a emissora e as redes sociais, mesmo sem conhecer plenamente a Igreja Adventista do Sétimo Dia.
Orações semelhantes
“Mande uma pessoa para mim que eu possa viver o cristianismo verdadeiramente”, orava Aldemir. “Senhor, quero um homem diferente, que não tenha vícios”, ela pedia a Deus. Sem imaginar, ambos pediam a Deus por uma nova história, por um amor que os aproximasse cada vez mais do amor de cristo.
Inicialmente, Aldemir não acreditava que Deus atenderia sua oração. Enquanto Joquebete, com pequenos gestos e um convite para um almoço, mostrou que juntos poderiam formar uma nova família.
Entretanto, a certeza dos dois veio quando Aldemir a convidou para visitar uma Igreja Adventista. Ao questionar por que, ele só disse: “quero aprender mais de Deus”. Ao chegar no templo, a administradora reconheceu que “essa era a igreja que eu assistia em um momento muito difícil da minha vida”.
Desde então, eles passaram a caminhar juntos no aprendizado e na fé. “Estamos buscando aprender mais da Palavra de Deus”, afirma o casal.
Estudos de esperança

Assim, a partir daquele momento, entram na história do casal duas pessoas da igreja local que visitaram. Uma delas é João Carlos Pereira da Costa, ancião de igreja (líder local), um pedreiro que carrega em seu coração a missão de evangelizar as pessoas. E o pastor Judson Alves dos Santos, que se alegra ao ver o envolvimento de tantos membros no compartilhamento da mensagem de esperança.
João Carlos conta que quando foi chamado para ser adventista, há cerca de 33 anos, ele entendeu seu objetivo, seu propósito. “Eu peço a Deus que não me deixe um ano sequer sem encontrar pessoas com a missão que eu tenho com a igreja e com Deus”, destaca.
“Essa igreja tem um propósito, salvar pessoas. O mundo está perecendo por falta de conhecimento do amor de Cristo”, ressalta o ancião.
“Eu estou muito feliz porque eu entendo que todo cristão precisa ser um missionário”, destaca o pastor. Ele lembra ainda que busca transmitir na igreja, entre os irmãos, que é preciso enxergar o outro como “o nosso vizinho nas mansões celestiais e na nova terra”.
Um batismo e uma nova vida
“Quero ser um testemunho vivo da mensagem de esperança para as pessoas que eu encontrar.” Com essa frase, Aldemir busca explicar o que o batismo significa para seu coração neste momento.
Joquebete afirma que eles têm o sonho de ficar cada vez mais perto de Cristo. “A gente quer caminhar junto, como casal, e como pessoa de Deus. Além de aprender a cada dia e, depois, transmitir para quem ainda não conhece”, explica.
Identidade missionária
Aldemir, Joquebete e João Carlos são representantes de tantas outras histórias de luta e esperança. Nesse sentido, Jeanete Lima, diretora do Ministério da Mulher para a Igreja Adventista do Sétimo Dia em oito países da América do Sul, destacou como a mensagem de Deus alcança as pessoas quando todos os níveis se envolvem.
“Foram usadas diferentes partes da estrutura. Ou seja, Espírito Santo usa as pessoas para levar restauração”, ressalta ela.
O pastor Otávio Barreto, secretário associado ministerial da denominação na América do Sul, destacou a integração na missão. “Casa Publicadora Brasileira com o livro O Grande Conflito, a Novo Tempo evangelizando de longe, pastor e um ancião de igreja local, que foram parte fundamental”, detalha.
O casal tem uma trajetória única e um mesmo desejo: estudar e poder ensinar outras pessoas sobre a Bíblia, a Igreja Adventista, Jesus e seu amor misericordioso. “Eu sinto um prazer imenso de poder contribuir em algo assim. Que juntos possamos ajudar outras pessoas e levar a mensagem de esperança”, conclui Aldemir.

Comissão Diretiva Plenária
A Comissão Diretiva Plenária, realizada no primeiro semestre é composta por delegados da Igreja Adventista do Sétimo Dia de oito países da América do Sul, aprova projetos que impactam diretamente os templos locais. Na edição deste ano, também se apresentam relatórios de diferentes áreas que contribuem com a missão da Igreja. Para conhecer a estrutura administrativa da denominação, clique aqui.